• Silvia Lima Vallochi    Psicóloga Clínica

    CRP 06/50.888-3

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Sandplay – Caixa de Areia

O Sandplay, ou “Jogo da Caixa de areia”, foi desenvolvido por Dora Kalff em 1956, a partir do método criado por Margaret Lowenfeld em Londres, em 1935. Utilizando a simbologia junguiana, Dora Kalff iniciou sua prática com a hipótese básica postulada por Jung de que há na psique humana um impulso fundamental em direção à totalidade e à cura.

A terapia na Caixa-de-Areia consiste em um jogo sem regras. O uso da areia e das miniaturas nos dá uma maneira simbólica de expressar nossos sentimentos e visualização de nossas vidas.  É uma abordagem não ameaçadora para o inconsciente e um espaço seguro para explorar sentimentos e situações de vida.  O cliente pode não ter um foco específico em mente; no entanto, brincar com a areia, formando uma paisagem e adicionando símbolos das prateleiras, permite que a psique encontre seu rumo próprio, livre da influência do ego.

O equipamento básico é composto por uma caixa de madeira, de dimensões precisas, com fundo azul, cheia até a metade com areia. A areia usada pode ser seca ou molhada, conforme o paciente desejar. Diversas miniaturas e pequenos objetos ficam à disposição para que ele monte dentro da caixa a cena que quiser. As miniaturas incluem, entre outros, representações de animais selvagens e domésticos, carros, trens e outros meios de transporte, igrejas, casas, figuras humanas e fantásticas, enfim, diversos objetos simbólicos com os quais há a possibilidade do paciente criar um mundo dentro do espaço protegido da caixa. Desta forma, a pessoa fica livre para externalizar seu mundo interior, de maneira lúdica e criativa. 

Assim, através de um processo não verbal, o paciente encontra um ambiente propício para entrar em contato com sua imaginação e com seus próprios recursos internos, para que estes o conduzam a um processo de transformação. Usando o sandplay, somos capazes de jogar fora nossas fantasias e exteriorizar o mundo interior.

O método é extremamente eficiente porque, trabalhando a psique por meio de imagens, os cenários funcionam como uma porta direta com o inconsciente do paciente, facilitando e abreviando o trabalho terapêutico, uma vez que a comunicação com o inconsciente profundo não é algo que se consegue com facilidade, tal a sua complexidade.


Miniaturas expostas
 


Caixas de areia molhada e seca
 


Exemplo de cenário em areia molhada
 


Exemplo de Cenário em Areia Seca


“Não há despertar de consciências sem dor. As pessoas farão de tudo, chegando aos limites do absurdo para evitar enfrentar a sua própria Alma. Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão.” Carl Gustav Jung